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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, música



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E agora uns duplix com novos parceiros:

"O TEU ADEUS"//"FINAL"
Antônio Hugo//Lílian Maial

Ensurdecido, pelo estalo//que brotou
dos teus beijos...//mudo e cego de amor
não ouvi o teu adeus.//..sem volta

***********

musa//encantada
João Augusto//Lílian Maial

poesia escancarada//como rito da floresta
uma hora te quero fada//feiticeira dos meus sonhos
na outra mulher pelada//enroscada no meu tronco

*********

Contradição//Contraditória
cacaubahia//Lílian Maial

Só não te quero presente//nos meus pensamentos
Quando escrevo meus versos//quero ficar só
Para depois te ofertar.//Minhas rimas são tuas...


**********



Escrito por Lílian Maial às 18h55
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Hoje é o aniversário do meu Rio de Janeiro, que há 441 anos

mantém-se M A R A V I L H O S A !!!  Rendo-me aos seus encantos, e posto aqui um poema que fiz para ela, e somente para ela:

RIO, MEU AMOR!
Lílian Maial


O dia amanhece mais azul
e os sons de tuas ruas estão mais vivos.
Teus cheiros, teus gritos, teus silêncios
estão impregnados em mim,
eu - tua filha - que te bebo em versos de poesia.

Meu porto, que me viu chegar
e me verá partir.
Meu amante, a quem me entrego virgem
e por quem me prostituí.

Ah, como é bom fazer amor contigo!

Vim te desejar felicidades,
meu Rio de Janeiro,
minha cidade, meu canto,
meu abrigo nas noites de pranto.

Minha mãe, que me viu nascer e parir.
Meu filho, terreno fértil de amor,
patrimônio de meu coração,
a quem venero como imagem,
a quem devoto meu suor.

Meu grande e querido Rio,
de nome agitado,
não fica parado
e corre, como eu, pro mar.

Hoje é teu dia de glória,
teu momento de fama,
tua vez triunfal.

Que triste que teus filhos te esquecem!
E nem por ti uma prece,
nem um simples poema,
ou notícia no jornal!


************



Escrito por Lílian Maial às 18h43
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FOLIA

lílian maial

 

arrastada no cordão

sem bola fui ao chão

vi a coisa preta...

 

*****

 

PS: A coisa ficou complicada na saída do bloco carioca Cordão do Bola Preta, pela falta de policiamento, excesso de ambulantes e a falta de espírito humanitário do povo. Muitas crianças saíram machucadas daquilo que seria uma brincadeira para se levar a família...

 

 

 

 

 



Escrito por Lílian Maial às 18h04
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Boa noite! Por sugestão do amigo Marco Bastos, coloco aqui um resumo colhido no site do Poetrix, sobre as principais diferenças entre p Poetrix e o Haikai:


TÍTULO: O haikai não admite. No POETRIX, ele é obrigatório e, na meioria das vezes, complementa o texto.

MÉTRICA: No haikai - 5-7-5 sílabas. No poetrix, máximo de 30 sílabas poéticas.

FIGURAS DE LINGUAGEM: O haikai não admite. No poetrix, metáforas e neologismos são bem-vindos.

AUTOR: No haikai, o autor não influi no fato observado. Já no poetrix, ele interage com o fato e, mesmo, com o leitor, através de mensagens subliminares.

CONCISÃO: O haikai é descritivo. Já o poetrix é minimalista; busca a síntese. Dizer muito com poucas palavras.

TEMPO: No haikai: presente, vinculado aos kigos. No poetrix: passado, presente e futuro, como uma só dimensão: TEMPO.

ESPAÇO: No haikai, é rural, natureza. No poetrix, todos os espaços, mais especificamente, o urbano.

INTERATIVIDADE: No haikai temos o video-haiku e hai-kards. No poetrix temos: linguagem concretista, mídias virtuais, arte visual (grafitrix).


     
A partir do Poetrix, foram surgindo variações, como os "duplix" , "triplix" e “multiplix”, que seriam a junção de poetrix independentes, com sentido próprio, mas que se "encaixam" com perfeição, inclusive o título, formando um novo poema, com sua compreensão tanto na forma independente, isolada, quanto quando colocados lado a lado.

      Vejamos: aqui, dois poetrix independentes, absolutamente compreensíveis...


Versos Inúteis

E de que vale a dor lida,
se qualquer poema escrito
é bem menor do que a vida?

(Guilherme Amorim) 


Versos Letais

enterrada em sofrimento,
pelas mãos de um sonhador...
Morre, poeta, de amor!

(Lílian Maial)


       Juntos, formam um novo poema, que faz sentido perfeitamente:


Versos Inúteis // Versos Letais

E de que vale a dor lida,//enterrada em sofrimento,
se qualquer poema escrito//pelas mãos de um sonhador
é bem menor do que a vida?//Morre, poeta, de amor!

(Guilherme Amorim)  //  (Lílian Maial)



       Tirando as barras:


Versos Inúteis - Versos Letais

E de que vale a dor lida, enterrada em sofrimento,
se qualquer poema escrito pelas mãos de um sonhador
é bem menor do que a vida? Morre, poeta, de amor!

(Guilherme Amorim/Lílian Maial)


      É um exercício difícil, mas extremamente gratificante. A busca do encaixe perfeito é um desafio que excita qualquer poeta que se inicia no poetrix.
      No caso dos triplix, mais difícil ainda, mas não impossível.
      No caso dos multiplix, a dificuldade aumenta, mas o prazer de realizar acompanha:


TEU FOGO 
lílian maial 

labareda  
lava   
brasa escorrida


VULCÂNICO 
Angela Bretas

tocha-viva
magma
arde em vida


EM ERUPÇÃO 
lílian maial

ardendo
vulcão errante
na pele dos amantes


CONSTANTE
Angela Bretas

latejando
explode sem recato
apaixonados...


      Juntos:

TEU FOGO //VULCÂNICO//EM ERUPÇÃO//CONSTANTE
lílian maial//Angela Bretas//lílian maial//Angela Bretas

labareda // tocha-viva// ardendo// latejando
lava  // magma//vulcão errante//explode sem recato
brasa escorrida//arde em vida!//na pele dos amantes// apaixonados...

       Sem as barras:

TEU FOGO VULCÂNICO EM ERUPÇÃO CONSTANTE

labareda, tocha-viva,ardendo,latejando
lava, magma, vulcão errante, explode sem recato
brasa escorrida,arde em vida,na pele dos amantes apaixonados...

Lílian Maial e Ângela Bretas



Escrito por Lílian Maial às 21h28
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