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E agora uns duplix com novos parceiros:
"O TEU ADEUS"//"FINAL" Antônio Hugo//Lílian Maial
Ensurdecido, pelo estalo//que brotou dos teus beijos...//mudo e cego de amor não ouvi o teu adeus.//..sem volta
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musa//encantada João Augusto//Lílian Maial
poesia escancarada//como rito da floresta uma hora te quero fada//feiticeira dos meus sonhos na outra mulher pelada//enroscada no meu tronco
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Contradição//Contraditória cacaubahia//Lílian Maial
Só não te quero presente//nos meus pensamentos Quando escrevo meus versos//quero ficar só Para depois te ofertar.//Minhas rimas são tuas...
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Escrito por Lílian Maial às 18h55
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Hoje é o aniversário do meu Rio de Janeiro, que há 441 anos
mantém-se M A R A V I L H O S A !!! Rendo-me aos seus encantos, e posto aqui um poema que fiz para ela, e somente para ela:
RIO, MEU AMOR! Lílian Maial
O dia amanhece mais azul e os sons de tuas ruas estão mais vivos. Teus cheiros, teus gritos, teus silêncios estão impregnados em mim, eu - tua filha - que te bebo em versos de poesia.
Meu porto, que me viu chegar e me verá partir. Meu amante, a quem me entrego virgem e por quem me prostituí.
Ah, como é bom fazer amor contigo!
Vim te desejar felicidades, meu Rio de Janeiro, minha cidade, meu canto, meu abrigo nas noites de pranto.
Minha mãe, que me viu nascer e parir. Meu filho, terreno fértil de amor, patrimônio de meu coração, a quem venero como imagem, a quem devoto meu suor.
Meu grande e querido Rio, de nome agitado, não fica parado e corre, como eu, pro mar.
Hoje é teu dia de glória, teu momento de fama, tua vez triunfal.
Que triste que teus filhos te esquecem! E nem por ti uma prece, nem um simples poema, ou notícia no jornal!
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Escrito por Lílian Maial às 18h43
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FOLIA
lílian maial
arrastada no cordão
sem bola fui ao chão
vi a coisa preta...
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PS: A coisa ficou complicada na saída do bloco carioca Cordão do Bola Preta, pela falta de policiamento, excesso de ambulantes e a falta de espírito humanitário do povo. Muitas crianças saíram machucadas daquilo que seria uma brincadeira para se levar a família...
Escrito por Lílian Maial às 18h04
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Boa noite! Por sugestão do amigo Marco Bastos, coloco aqui um resumo colhido no site do Poetrix, sobre as principais diferenças entre p Poetrix e o Haikai:
TÍTULO: O haikai não admite. No POETRIX, ele é obrigatório e, na meioria das vezes, complementa o texto.
MÉTRICA: No haikai - 5-7-5 sílabas. No poetrix, máximo de 30 sílabas poéticas.
FIGURAS DE LINGUAGEM: O haikai não admite. No poetrix, metáforas e neologismos são bem-vindos.
AUTOR: No haikai, o autor não influi no fato observado. Já no poetrix, ele interage com o fato e, mesmo, com o leitor, através de mensagens subliminares.
CONCISÃO: O haikai é descritivo. Já o poetrix é minimalista; busca a síntese. Dizer muito com poucas palavras.
TEMPO: No haikai: presente, vinculado aos kigos. No poetrix: passado, presente e futuro, como uma só dimensão: TEMPO.
ESPAÇO: No haikai, é rural, natureza. No poetrix, todos os espaços, mais especificamente, o urbano.
INTERATIVIDADE: No haikai temos o video-haiku e hai-kards. No poetrix temos: linguagem concretista, mídias virtuais, arte visual (grafitrix).
A partir do Poetrix, foram surgindo variações, como os "duplix" , "triplix" e “multiplix”, que seriam a junção de poetrix independentes, com sentido próprio, mas que se "encaixam" com perfeição, inclusive o título, formando um novo poema, com sua compreensão tanto na forma independente, isolada, quanto quando colocados lado a lado.
Vejamos: aqui, dois poetrix independentes, absolutamente compreensíveis...
Versos Inúteis
E de que vale a dor lida, se qualquer poema escrito é bem menor do que a vida?
(Guilherme Amorim)
Versos Letais
enterrada em sofrimento, pelas mãos de um sonhador... Morre, poeta, de amor!
(Lílian Maial)
Juntos, formam um novo poema, que faz sentido perfeitamente:
Versos Inúteis // Versos Letais
E de que vale a dor lida,//enterrada em sofrimento, se qualquer poema escrito//pelas mãos de um sonhador é bem menor do que a vida?//Morre, poeta, de amor!
(Guilherme Amorim) // (Lílian Maial)
Tirando as barras:
Versos Inúteis - Versos Letais
E de que vale a dor lida, enterrada em sofrimento, se qualquer poema escrito pelas mãos de um sonhador é bem menor do que a vida? Morre, poeta, de amor!
(Guilherme Amorim/Lílian Maial)
É um exercício difícil, mas extremamente gratificante. A busca do encaixe perfeito é um desafio que excita qualquer poeta que se inicia no poetrix. No caso dos triplix, mais difícil ainda, mas não impossível. No caso dos multiplix, a dificuldade aumenta, mas o prazer de realizar acompanha:
TEU FOGO lílian maial
labareda lava brasa escorrida
VULCÂNICO Angela Bretas
tocha-viva magma arde em vida
EM ERUPÇÃO lílian maial
ardendo vulcão errante na pele dos amantes
CONSTANTE Angela Bretas
latejando explode sem recato apaixonados...
Juntos:
TEU FOGO //VULCÂNICO//EM ERUPÇÃO//CONSTANTE lílian maial//Angela Bretas//lílian maial//Angela Bretas
labareda // tocha-viva// ardendo// latejando lava // magma//vulcão errante//explode sem recato brasa escorrida//arde em vida!//na pele dos amantes// apaixonados...
Sem as barras:
TEU FOGO VULCÂNICO EM ERUPÇÃO CONSTANTE
labareda, tocha-viva,ardendo,latejando lava, magma, vulcão errante, explode sem recato brasa escorrida,arde em vida,na pele dos amantes apaixonados...
Lílian Maial e Ângela Bretas
Escrito por Lílian Maial às 21h28
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